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setembro 14, 2011

Perfume

7 tortas de limão
Fiquei muito tempo sem escrever nem uma frase. Esse mês que fiquei fora me deixou meio mal acostumada, e os anos que venho tentando ignorar o amor me fizeram perder a prática de falar dele. 
Mas se nesse mês eu estou aprendendo novamente seu significado - quem diria - é dele que vou falar.
Desculpe se o texto não ficou como os que escrevo aqui geralmente.

Borrifo o perfume antes de sair de casa, numa manhã cinza, fria e agradável. Minha canção de ninar tocava lá fora me chamando pra cama. Chovia. Na janela, respirei fundo e o petricor me fazia querer adormecer. Mas o cheiro suave e doce da fragrância me desperta. Dormi, num desespero inconstante de que as cobertas ao meu redor fossem seus braços, e aquele cheiro que sentia em mim era o seu. E era o seu. Tal cheiro que é uma mistura do teu cheiro no meu, que nem sei mais se é meu cheiro, teu cheiro, ou o nosso. Ficou aqui. Virou parte de mim.
Mas teus braços não, estes não ficaram.
Fiquei inconstante e presa a algo que não sabia o que era. Procurei todas as palavras do mundo para escrever um texto, onde só queria escrever seu nome. Descrever teu abraço. Tua fragrância, pra mim tão tua, tão nossa. Tão eu e você.
Você conseguiu, no meio da tempestade e do sol, fazer de mim, do um milhão de eus te desejarem toda a santa noite. Sentir você todo o santo momento. Descobrir que um coração suicida em mim ainda existe. Pelo menos os pedaços que restaram estão juntos, batendo forte novamente. Nem deixou o gelo entrar.
E você é quem pergunta, que raios que fiz com você...
Quem diria...
Quem diria diz muito. Mentira, diz nada. Só faz sentido dizer apenas isso, no meio dessa história louca e confusa, que parece um sonho ao contrário, sonho que eu não quero acordar tão cedo, mas que está passando tão rápido. Tão rápido que quero controlar um pouco esse tempo.
Quanto melodrama. Desculpa, não sei falar de gostar.
Aliás, adiantou de porra nenhuma falar diabos do amor. Eu era uma flor que não exalava perfume, e agora exala o seu. Coração inexistente que agora bate. Pedra, que agora gosta, agora sente.
Quem diria...
Saí de casa, preparada para a chuva, que mais parecia um dia ensolarado. A temperatura diminuíra, mas pela primeira vez, meu humor não.
E aquele dia preguiçoso e alegre, de variados perfumes - o petricor, o perfume doce que borrifei antes de sair e o seu -  eram eu, eram você.
Um jardim feito da gente.
Perfume, todo nosso.

abril 10, 2011

Tudo outra vez

3 tortas de limão

Você tem o dom de me deixar confusa, atordoada.
Nervosa também. Porque tudo em nossas vidas se repete inúmeras vezes, você chega me vira do avesso, faz sua bagunça e simplesmente vai embora.
E volta outra vez.
Fazendo meus sentimentos irem ao pico mais alto e cair de uma só vez.
E tudo isso de novo. E de novo.
Nosso amor é uma montanha-russa ilimitada que já cansamos de andar, mas traz surpresas. Quando parece prestes a acabar vem uma nova curva, uma nova subida e a inevitável queda, tão intensa que custa enxergar o fim.
Um fim que não existe.
Tudo isso só para subir de novo. E cair de novo. Tudo outra vez.
E o que você faz é sorrir do seu jeito maroto de ser. A gente não sabe se amar de outro jeito mesmo. Que se dane.
Já que é assim, fique ao meu lado, segure minha mão bem forte. Enquanto aguardamos para passar por tudo mais um pouco.
Segure em mim bem forte.
Para mais um passeio na nossa montanha-russa.
Tudo outra vez.


dezembro 27, 2010

Talvez

3 tortas de limão
 E se eu permitisse que você existisse?
Não só você, mas eu e você?
A palavra amor continua sendo uma tremenda bobagem na minha cabeça, mas há horas que ela faz sentido. E nessas horas ela torna a não ter sentido algum e torna-se banal.
Mas um “mal necessário”.
Oh, mas entenda de que tipo de amor estou falando, por favor.
Falo do amor que possa incluir eu e você.
Talvez não seja banal ou bobagem, talvez este seja medo. Um medo profundo de arriscar e sentir as batidas...
Tum tum, tum tum...
Do meu coração batendo com sua presença.
Medo de ter aquele desejo insaciável e sentir asas...
Flap flap, flap flap...
Das borboletas no meu estômago com seu abraço.
Mas pode também ser tudo uma bobagem, palavras jogadas no papel, escritas para matar o tempo de um dia que as horas parecem correr depressa, mesmo com absolutamente nada para fazer.
Não é pecado algum mudar de idéia de vez em quando.
Não, não mudei de idéia.
Mas a idéia de ter você é bastante tentadora, admito.
Talvez valha um pouco a pena.
Eu e você.
Não acha?


Desculpa a falta de post, é que com essa coisa toda de fim de ano, não tive tempo nem  de ir comprar um band-aid (e eu estou devendo essa band-aid faz um tempão, mas hoje mesmo eu compro). 


Super beijinhos,
Hoho'n

dezembro 21, 2010

Meu amor, teu amor

8 tortas de limão
“Amar incondicionalmente não significa ser correspondido”.
Tentei lhe dizer diversas vezes a mesma frase, mas quando abria a boca, as palavras simplesmente não saíam. O medo de perder a sua afeição, o seu sorriso, eram maiores que a minha vontade de ser sincera. Apesar de ser uma frase óbvia, você não a interpretava muito bem, e erros de interpretação causa catástrofes, maiores do que você imagina.
E há outro problema também: somos egoístas.
Meu medo de te magoar era maior que minha vontade de ser livre dos seus caprichos. Doía-me a consciência e o coração só de imaginar você sofrendo, só de imaginar que eu poderia te perder.
Admiro sua persistência, sua vontade de provar que ama.
Mas isso não muda sentimento algum, mantêm-se os mesmos. Seu amor incondicional é diferente do meu, e você não entende.
Talvez eu também não entenda, ou até o faça demais. Deixei de viver para não perder você, para não magoar você.
Você alega ser essa sua alegria e vida, mas como fica a segunda pessoa? Como ficam os sentimentos alheios e bilhões de pessoas do planeta, prontas para amar e serem amadas, assim como você?
Oh, isso não significa que eu não o ame.
Mas meu amor é diferente do seu, por favor, entenda.

Super beijinhos,
Hoho'n

outubro 27, 2010

Amor ...

3 tortas de limão


Amor, casais apaixonados, abraços e beijos calorosos, ficar horas falando do amor da sua vida para as amigas, blá, blá, blá. Coisas de meninas apaixonadas.
Minha opinião atual sobre isso: grande merda.
Grande merda porque tudo o que tenho visto é que no final essa pessoa que passou horas aumentando os números da conta de telefone com o tal príncipe encantado acaba sempre da mesma forma: apaixonada. E com o coração partido.
Você que está lendo deve estar no mínimo achando o que estou dizendo é improvável ou até absurdo para uma garota de quinze anos dizer que não quer se apaixonar. Eu até entendo. Só não entendo porque uma pessoa não pode ser considerada minimamente “normal” por não querer ficar trocando bactérias com um ser que vai me deixar chorando que nem uma criança que está com dor e não sabe falar. Isso eu não entendo.
E as pessoas se assustam com isso. Com o fato de eu achar o “amor” uma bela porcaria.
Diga que é inveja, que sou mal-amada, absurda, anormal, boba. Eu já ouvi tudo isso e não morri. Diga que choro a noite por não ter ninguém me abraçando ou me mandando mensagens fofas no celular assim que eu acordar pela manhã.
Diga o que quiser. Talvez tudo isso seja verdade.
Talvez. Só talvez.
Porque é real o fato de eu ver pessoas sorrindo quando de repente toca aquela música que lembra seus amantes. É real o fato de eu presenciar as horas que eles perdem falando dos amores de suas vidas e das coisas lindas e maravilhosas que eles fazem juntos. É real eu sozinha no meu quarto, criando histórias e lendo livros enquanto as pessoas estão amando lá fora.
E mais real que tudo isso é que eu também vejo o final dessas histórias na vida real. E essa é a bela porcaria.
Absurdo ou não, essa é a realidade que eu enxergo.
Não que eu ache errado a pessoa querer se apaixonar. Acho belo.
E essas mesmas pessoas continuam a procura dos amores de suas vidas e completamente indignadas comigo com o fato de eu nunca querer me apaixonar. Procurando um conto de fadas e um “felizes para sempre” que não existe.
Não, pra mim não existe a não ser na minha imaginação fértil e em algumas das minhas histórias.
Porque se existisse, talvez essas palavras jamais teriam sido escritas e eu nem ao menos teria pensado em escrevê-las. Porque eu também gosto de contos de fadas e eu também gostaria de viver um. Mas sou sincera e realista (apesar de essa não ser a realidade para todos, whatever) e mantenho minha opinião de que isso é quase impossível.
Não me interprete mal: isso não significa que eu não acredite no amor.
Também não acho que um amor não possa durar para sempre, longe de mim dizer isso. Mas ele não pode existir da forma que a maioria dos apaixonados pensa com toda aquela breguice e fru-frus, com todo aquele “e eles viveram felizes para sempre”. Não faz o menor sentido pra mim.
Apaixonados e românticos tendem a exagerar as coisas.
Há dias em que eu gostaria que alguém me abraçasse quando eu estivesse com medo, dissesse que estaria sempre ao meu lado ou que me amaria para sempre. Tem dias que é quase insuportável estar “sozinha”, mas eu não o quero na maioria do tempo. Porque me cansei de promessas furadas e pessoas que não sabem amar de verdade. O fato de eu achar tudo isso uma bela porcaria é que o amor ficou tão banal para algumas pessoas que não vale mais tanto a pena.
Ás vezes alguns pensamentos quase me convencem de que eu estaria melhor amando, apaixonada.
Ás vezes, só ás vezes.
Porque até que me provem o contrário e fizerem com que tudo isso que enxergo faça algum sentido (ou provem que isso não sai ferindo muita gente), eu vou continuar com a idéia de que o amor, que estar apaixonado por alguém (pelo menos agora, puxa tenho só 15 anos) é uma bela e grande porcaria.
Um porcaria que sei muito bem viver sem.

Desculpe pela demora por um post. Foi falta de vergonha na cara mesmo.
Obrigada à todos que responderam ao formulário! Quem ainda não respondeu, clique aqui!


Super beijinhos,
Hoho'n

agosto 27, 2010

Só para constar

10 tortas de limão
O texto que escrevi ficou "grandinho". Mas eu gostei, é importante para mim e estou postando.
Está transbordando sentimentos, então pode ser que não fique tão bom. Pode ser também que você não entenda nada. Mas fatos são fatos, e não se dá para compreender fatos se eles forem contados pela metade.
A não ser que você os tenha vivido.


E tudo o que restou naquela época foi meu coração partido. Eu via você, de longe. Eu o desejava silenciosamente e sofria, pois eu tinha certeza que jamais sentiria o sabor dos seus lábios nem o calor do seu amor. Então só me restava absorver o máximo de seu abraço. Eu era sua amiga, nós éramos amigos, e assim havia de ser.
Assim havia de ser.
Só que não.
E Deus sabe tamanha a minha felicidade quando provei seus lábios pela primeira vez. Eu o tinha em meus braços e você com certeza teve a mim nos seus. Apesar de tudo isso, eu ainda não sentia o calor. Eu não o tinha por inteiro. Você não me amava.
É triste quando alguém está com você por pena, ou tentando sentir algo que não existe. Eu entendi a sua preocupação, mas eu não aceitei depois que me dei por conta do que estava acontecendo. Eu não queria sua compaixão, eu queria você. Em seguida, você quebrou meu coração, pela primeira vez. A primeira vez de muitas outras.
Eu sempre terminava chorando, cansada, sentindo-me fracassada. E eu nunca soube realmente o que você sentia. O que você sentiu e o que você sente. Eu ainda não sei.
Prometi a mim mesma que jamais choraria por você novamente.
E você não me deu mais motivos para chorar. Pelo contrário.
Eu fui embora. E não voltei. Mas quando eu estava chorando durante três meses seguidos por motivos totalmente diferentes pelo qual chorei por você, era você que estava lá, tentando me fazer sorrir. Do seu jeito bobo, mas fez. Quando eu tomei distância de todos aqueles que viveram comigo para se aventurar num novo mundo, você foi o primeiro a pegar na minha mão e dizer tudo bem. Do seu jeito, mas fez. Foi você que me abraçou fervorosamente e disse o quanto sentia saudade. Foi você que sorriu pra mim, foi você me fez esquecer as minhas preocupações com músicas tocadas por você no violão. Foi você o que não me julgou e esteve ao meu lado, mesmo eu ficando mais distante.
Mesmo eu indo embora.
E depois de tanto tempo e depois de tudo o que passamos você me ligava para saber o que fazer com a garota que você estava amando.
Você estava amando. Eu nunca me senti tão feliz.
Depois de tantos anos, de idas e voltas e semanas sem nem falar bom dia um para o outro convivendo no mesmo ambiente, depois de tudo o que passamos juntos e separados, eu consigo olhar para o que fomos e sorrir. Lembrar dos dias que passei chorando. Lembrar dos dias que ficara somente te observando, estudando o teu jeito, as tuas manias. Eu abro o mesmo sorriso que abri quando senti o sabor do teu beijo pela primeira vez.
Eu consigo viver cada lembrança sem ao menos sentir falta. Consigo lembrar como eu tinha que ficar nas pontas dos pés para te alcançar – você sempre foi muito alto – e como você me abraçava. Lembro de como você pegou na minha mão, lembro como você colocava a mão em minha nuca quando estávamos juntos.
E nem eu sei o quanto isso foi importante para mim. Quando eu disse noutra carta “eu aprendi muito com você” não foi à toa. Foi real. Nessas pequenas grandes coisas que me tornei forte. E você ficou ali do meu lado.
Eu não o amo como eu o amava antes de tudo acontecer. Eu não desejo mais seus lábios.
Mas eu o amo bem mais. E depois de tudo isso eu finalmente senti o calor. Ter sua presença, pelo menos indiretamente não era tudo o que eu queria. Era tudo o que eu precisava.
Nem eu entendo essa necessidade de simplesmente saber que você me considera. Mesmo que eu possa estar errada em relação a essa opinião.
Acho que nunca tive tanto orgulho de olhar para você e falar “você é meu amigo, meu grande amigo” e sem ter medo de olhar para a droga do passado. Porque depois das lágrimas vieram sorrisos, abraços, sentimentos. Eu descobri que você sente, e não existiu ainda, algo no mundo que pôde me deixar mais feliz.
Nem o primeiro beijo.
Eu nunca te disse o que senti naqueles anos, nem o que sentia realmente agora. Apesar do sentimento do passado não existir mais, eles existiram algum dia. E eu queria muito que você soubesse disso.
Eu te amei, e eu te amo.De um jeito amigo, de um jeito diferente, de um jeito meu, de um jeito nosso.
Mas amo. E ponto.

Para um amigo especial.
Super beijinhos,
Hoho'n

agosto 24, 2010

12 sinais de que você está amando

6 tortas de limão
 De acordo com o "teste" e de acordo com o que eu sei sobre eu mesma, não, eu não estou amando. Mas eu achei fofo e divertido, principalmente com o final. Vocês vão entender porquê:

Doze: Você anda realmente devagar quando está com ele.
Onze: Você fica tímida sempre que ele está por perto
Dez: Você sorri quando escuta a voz dele
Nove: Quando você olha para ele, não vê as outras pessoas que estão em volta, só ele.
Sete: Ele é tudo em que você pensa.
Seis: Você percebe que está sempre sorrindo quando está olhando para ele.
Cinco: Você faria qualquer coisa só para encontrar com ele
Quatro: Enquanto lia isso, tinha uma única pessoa na sua mente.
Três: Você simplesmente sorriu pois é verdade.
Dois: Você estava tão ocupada pensando nele que nem percebeu que o número oito está faltando.
Um: Você subiu até onde deveria estar o oito e agora está silenciosamente rindo de si mesmo. (eu não ri silenciosamente, eu ri muito alto)

Então, você está amando? Gostou do teste? Vi no Tumbrl da Luh Ribeiro

Super beijinhos,
Hoho'n

julho 21, 2010

Please, don't stop the rain

3 tortas de limão

Antes de ler a historinha, ouça essa música aqui que super me inspirou no texto.


Dia de chuva
Era mais ou menos por volta das três da tarde. Estávamos eu e mais umas cinco pessoas jogando baralho, um joguinho bobo chamado ‘mau-mau’ enquanto um garoto no canto da sala de estar tocava uma música no violão. Eu não fazia idéia de quem era, mas ele me chamava a atenção.
Estávamos sentados no chão de uma pequena sala de estar com paredes completamente brancas. Não tinha luzes acesas, somente a luz das janelas iluminava a sala. Percebi que o garoto do violão me fitava, mas fingi não notar.
Quando olhei, ele já estava ao meu lado, pedindo para jogar também. Ele olhou para mim sorrindo. Um sorriso encantador. Seus olhos prateados eram ora gentis, ora puro encanto. Procurei me concentrar nas cartas.
As cores do ambiente em que estávamos jogando começaram a mudar. Quando olhei pela janela, o céu estava mudando do tom azul que se encontrava para cinza e já começara a chover. Não podia começar a chover. Eu morava um pouco longe dali, e não tinha ônibus. Fora que eu também não tinha idade para dirigir e na casa onde eu estava também não tinha ninguém com mais de dezoito anos. Nem ao menos tinha um carro. Eu estava perdida.
Quando perdi a quinta rodada (novamente), parei de jogar. Levantei e me sentei no sofá que ficava logo atrás de mim. Fiquei olhando para o teto e percebi que alguém tinha sentado ao meu lado.
Ele estava sorrindo ainda.
“Olá!” ele estendeu sua mão em minha direção para me cumprimentar e disse seu nome, com um belo sorriso estampado em seu rosto.
Estendi minha mão e apertei a mão dele em cumprimento, dizendo meu nome educadamente.
Eu já estava distraída. Se existisse qualquer coisa suspeita o suficiente para que meus extintos me alertassem, provavelmente não estaria funcionando naquele momento.
Ele me dirigiu um ‘é um prazer te conhecer’ e respondi da mesma forma. Olhei pela janela novamente. A chuva havia piorado. Muito.
“A gente poderia pedir para que a chuva parasse, e que aquele céu azul voltasse de novo...” ele disse num tom de sugestão.
“É. Talvez” eu disse ainda olhando pela janela.
Eu não tinha para onde ir. Até tinha, mas não tinha a necessidade e nem como de qualquer forma. O fato de não poder sair dali por causa da chuva era bem mais agradável agora. Olhando para o céu, em silêncio, pedi para que a chuva não parasse.
Olhei para ele, que fitava o céu com um meio sorriso. Ele olhou pra mim sem mudar de expressão.
“Por favor, chuva, não pare.” Ele disse olhando para mim. Depois ele olhou mais abaixo, para nossas mãos.
Nossas mãos ainda não tinham se soltado.
Por favor, chuva. Dure para sempre.

Horrana Porfírio.


Super beijinhos,
Hoho'n