outubro 05, 2011

De um lugar, bem alto

14 tortas de limão

Daqui de cima posso ver o mundo, as pessoas. Vejo-as, caminhando lentamente – aqui em cima tudo passa muito devagar – para suas vidas simples, para seus objetivos, para sua rotina incessante. Posso ver até mesmo a mim, lendo um livro empoeirado, sustentando meu vício em café ou apenas olhando alto, procurando por mim, aqui em cima.
Será que eu posso me ver dali, tão de baixo?
Daqui de cima, acima de mim, eu posso ver o céu em seus milhares tons. Sobre mim, o céu azul-dia-ensolarado caminha dando espaço ao prata-dia-de-chuva, com sua brisa fria e agradável trazendo o cheiro consigo. Daqui de cima posso ver a chuva se formando nas nuvens, raios parando ao meu lado a poucos metros. Ao olhar para trás vejo as constelações do outro lado do mundo. Tão diferentes e belas! As estrelas trazem sons de tambores da África, enquanto observo atentamente a cidade envelhecida, mas tão cheia de vida lá embaixo. Consigo ver um sorriso estampado no meu próprio rosto, braços que não pertencem a mim ao redor do meu corpo. Vejo felicidade enfim. Aqui em cima, sentimentos são palpáveis, consigo colocar a felicidade nas mãos, trancafia-la num cofre.
Posso eu sentir nas mãos a felicidade tão leve e frágil lá embaixo também?
Daqui de cima, no topo do meu eu, da minha alma tatuada de coisas não feitas, não ditas e que jamais farei, me observo ali embaixo, como quem se vê num espelho novo. Mas posso olhar para os lados e ver o mundo, as constelações, a água caindo suavemente de uma nuvem até mim. Escuto todas as vozes, assisto à todas as façanhas...
Egoísta e grandioso demais enxergar a alma do tamanho do mundo, mas cá estou eu, no topo da minha alma, um arranha-céu velho, em ruínas, assistindo minha vida que passa tão depressa lá em baixo e tão lentamente, quase em câmera lenta, aqui em cima.
É um belo filme, diria.
Daria mesmo até um bom livro.
Ou não.
Daqui de cima posso me ver lá embaixo, me procurando em algum lugar por aqui.
Poderia eu tentar descer esse prédio velho de escadas para me encontrar lá embaixo?
Ou deveria eu tentar subir?

setembro 23, 2011

Sobre as coisas que me inspiram: Anna Bee

4 tortas de limão
Seguindo sobre as coisas que me inspiram - e desculpem o sumiço - resolvi falar de ninguém mais ninguém menos que a diva da ANNA BEE.
Foram uns amigos meus que me indicaram o blog dela, já que sempre curti ilustração geral e tal. Fiquei espantada e admirada de ver que em pouquíssimo tempo fiquei fã, participando da história dela como se eu a conhecesse. Passei até a acompanhar os logs (que não tem desde a Luzia) e me via torcendo, comentando, e louca para saber como podia ser tããão bom aquele blog, as fotos e os vídeos.

Anna Bezerra é uma garota, atualmente nos seus 18 anos que decidiu compartilhar as peripécias da sua vida e da sua banda num blog, de um jeito super bem humorado. Sempre me via voltando e lendo tudo de novo, porque a Anna está sempre muito próxima das pessoas que lêem, e é tudo muito descontraído. E falando na banda, você sempre curte a galera do HotHotMails, suas músicas num pique Daft Punk, que faz você querer dançar junto.

HotHotMails!

Acho super válido você ir dar uma conferida, para conhecer a Anna, seus amigos, sua história e claro, a Luzia, que você ainda não sabe quem é. Não deu para fazer um desenho porque estou sem tempo, mas amanhã tem post, porque estou devendo umas coisinhas para vocês!
Acompanhem a Anna aqui no blog dela. Garanto que vale muito a pena.

Super beijinhos,
Hohon