junho 25, 2011

Hiatus

3 tortas de limão
Gente, essa semana vou ter que dar uma sumidinha, tenho que resolver uns probleminhas técnicos do meu computador, mas o mais breve possível estarei de volta.
Enquanto isso deixo vocês com um desenho simples que fiz esses dias.
Meu dragãozinho *-*

junho 20, 2011

Nostalgia e infância - Fotografia

13 tortas de limão
Pela primeira vez na minha vida, uma professora de artes me passa um trabalho/projeto que eu REALMENTE me interesse e ame: escolha um tema, fotografe e faça um álbum.
Eu e meus amigos ficamos loucos, e como ultimamente andamos muito nostálgicos, resolvemos que o tema seria nossas coisas de criança, tentaríamos passar toda a saudade e nostalgia nas fotos.
E sinceramente? Eu adorei o resultado. Nos divertimos muito fazendo, tentando lembrar pequenas coisas que fazíamos, viramos pequenas grandes crianças ontem (sim, ontem!) então, como a Lari deixou, e o Caco pediu, eu trouxe para vocês também, claro!

E para deixar bem claro: Coloquei creditação pro Who is Hoho'n, mas nem todas as fotos foram tiradas por mim, apesar da maioria. Isso pertence aos meus amigos e eu.

 
 
 
 
Curti muito essa foto da lari
 
Eu, Doug, Thaise e o Fernando
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sabe qual foi a melhor parte dessas fotos além de fazermos coisas de quando éramos menores? Foi onde a gente tirou: na pracinha em frente a escola onde estudávamos!
 
 
 
Thaise ficou muito super!

Gente, vocês não sabem o quanto eu amei fazer essas fotos. Quem sabe a gente não continua com o projeto, com outros  temas? Qualquer novidades, conto pra vocês!
O que acharam das fotos?

junho 17, 2011

Com saudade, uma carta

7 tortas de limão
Só por hoje, eu não sou a Hoho'n.
Querida e amada amiga,

Espero que saiba ler nas entrelinhas. Que perceba que essa carta foi escrita para você e que você entenda além do meu vocabulário pobre, vago. As entrelinhas têm bem mais detalhes, e são bem mais bonitas. Soam como uma música triste, mas são bonitas. Sei que pode lê-las.
Mudei muito, mudamos muito desde que mudei minha rotina. Em alguma parte de mim ainda existe aquela garotinha que você conheceu chorando num canto de uma sala cheia de mesas e cadeiras pichadas, crianças fazendo barulho e folhas espalhadas no chão. Naquela época eu ainda conseguia liberar todo o oceano que ainda não tinha conhecimento na frente das pessoas, e me perdoe se muitas vezes molhei teus ombros com este oceano, minhas lágrimas. Hoje eu não consigo. Ainda tenho aquele sorriso, aquela alegria, mas ela está diferente. Nela se instalou uma mancha impossível de remover. Desde que fui embora, conheci o significado das palavras “ódio e maldade”, e isso com certeza manchou o que era limpo em mim, e certas coisas simplesmente não podem ser desfeitas. Assim como o fato de eu ter partido.
Creio que você tenha mudado também, querida. Todos nós mudamos.
Eu sei que há muito tempo que não nos vemos, mas jamais, em hipótese alguma pense que a esqueci, ou que esqueci todas as alegrias que passei ao lado de todos. Eu penso em você e em todos aqueles quais fiquei um pouco mais distante mais do que penso em mim – às vezes até esqueço, de mim, claro. Eu achava que sabia o que era saudade, mas só a senti quando fui embora.
Ela machuca. Como machuca.
Fui embora. E embora muito da alegria e felicidade me tenha ocorrido, fiquei vazia. Desaprendi e desisti de procurar o sentido e significado da palavra que tanto banalizaram. Não sei o que é. Nem sei se soube naquela época. Eu sabia?
Desculpe se, mais uma vez te escrevo só para contar-lhe meus problemas, minhas mudanças. Mas é somente para você que consigo dizer o que penso sem enfeites, sem funis ou mantos. Não que eu minta – você sabe que não sei o que é isso – mas de que adiantaria omitir de você o que você sempre sabe?
Lembro-me de cada dia em que sorríamos, em que brincávamos, em que não tínhamos vontade de saber o depois, o futuro tão incerto, tão cheio de surpresas. Tínhamos certeza que não seria dessa forma, como ele é hoje. Mas isso é culpa minha, não sua, nem de ninguém. Ambas sabemos disso. Todos sabemos.
E eu não tenho mais coração, querida. Eu o deixei em algum canto por aí quando fui embora e tenho certeza de que está cuidando bem dele.
Acredite quando digo, eu estou feliz sim. Não me arrependo de nenhuma vírgula.
Espero que tenha lido muito bem as entrelinhas. Nelas diz o quanto eu a amo e o quanto sinto saudade daquilo que já se foi.
Com amor,
Sua hanninha.
P.S.: Não duvide de mim quando digo que é eterno.

junho 13, 2011

Sobre as coisas que me inspiram: Honey Pie!

6 tortas de limão
Eu sempre procuro muitas fotos na internet. É bem raro eu querer colocar minha câmera velha e ruim para funcionar, mas adoro ver fotografias alheias, pois elas inspiram minhas palavras e meus desenhos, na maioria das vezes.
Sempre vi as fotos da Melina Souza soltas pelo We♥It ou no Tumblr (aliás, eu fiz um tumblr recentemente), mas nunca soube quem era a autora daquelas fotos lindas, em tons bem clarinhos, até eu ver no Depois dos Quinze e me apaixonar cada dia mais pelo trabalho dela. Os tons, o cenário, tudo nas fotos dela é encantador e eu quero todas as canecas e xícaras dela HAHA
  
 
 
 
 
 
 
 
 
Fiquei tão inspirada fazendo o post com as fotos que parei de editar os post e fiz um desenho! HAHAHA
Eu achei uma graça e fiz em 30 min. Nem acreditei no meu tempo recorde.

Aproveitem para dar uma olhada no blog dela que é adorável e no Flickr para mais fotos encantadoras!
E um parabéns para Melina por seu talento! *-*
Espero que tenham curtido o post. Logo logo tem mais!
Super beijinhos,
Hoho'n

junho 09, 2011

Um ensaio sobre o vazio, insônia e ursos de pelúcia

7 tortas de limão
Esse texto foi escrito quando acordei no meio da noite, sem nada para fazer. Ele é dramático, exagerado, mas eu gostei. E essa pintura do desenho não ficou nada a ver, mas ok.

Já estava acordada. 2:30 da manhã. Comecei a girar e procurar uma posição agradável na cama para que retornasse ao mundo dos sonhos – uma posição inexistente. Me vi abraçada aos cobertores e ao travesseiro, numa tentativa inútil de me aquecer, que na verdade era somente para me sentir menos sozinha. Alguma coisa de repente foi corroída por dentro, algo que já não existia – o vazio – que já passara de incomodo para uma pontada de dor, e de dor para uma pontada do que já era um tanto desesperador. É desesperador não sentir algo batendo no peito quando se está só, dentre o breu, como um fantasma que não se pode ver. O que eu escutava era apenas o som da minha respiração, o único sinal de que eu ainda estava viva, pois coração já não existia mais. Fora as lágrimas que chegaram como águias ferozes, cortando o céu até o solo.
Ponto. Respira. Parágrafo.
Surgiu em mim aquele desejo enlouquecido de ouvir um som de respiração que não fosse minha e sentir um par de braços ao redor do meu corpo que não fosse os meus próprios, ou meu travesseiro. Alguém que me fizesse sorrir só por um minuto e depois fosse embora, não me importa o depois. Vi que não funcionaria lamentar, nem desejar o impossível de obter a tal hora, e chorei, como uma criança que teve seu brinquedo roubado.
Tentei dormir, inquieta, alternando entre abraçar a mim mesma e abraçar o ursinho de pelúcia jogado no canto do quarto naquele frio, naquele escuro, mas não adormeci.
Já era outro dia. Eu ainda estava acordada
Mais um dia sem esse abraço, mais um dia sem ouvir pequenas batidas no silêncio... sem sair do oco, do vazio, do meu ridículo complexo de solidão.

junho 06, 2011

All I need is...

4 tortas de limão
Não sei se posso definir isto como desenho ou ilustração, mas está aí, porque deu vontade de postar ele. E porque estou ocupando meu tempo em fazer um layout que parece que não tá afim de ir pra frente. Logo logo mais detalhes. 

Super beijinhos, 
Hoho'n

junho 01, 2011

Querer estar quente

5 tortas de limão

A chuva caía singular e fria naquela noite. Tudo estava silencioso, a não ser pela chuva caindo no asfalto e nos telhados das casas. O céu só não estava um completo breu por causa das luzes da cidade. Não havia lua, nem estrela alguma.
Nunca o céu descreveu tanto minhas emoções, como se pudesse chorar por mim. Chorar as lágrimas contidas que eu me recusava deixar rolar pela minha face entorpecida pelo sono. Tão fria e mórbida como meu coração após enfrentar tempestade tão perversa.
Isso se restou alguma fração de coração no oco do meu peito. E tempestade perversa, com certeza, foi eufemismo.
Tudo o que eu procurava dentre o frio daquela chuva suave que se aplacava além de minhas janelas era um par de braços quentes para me tirar de tamanha solidão, naquela casa adormecida. Aceitaria de bom grado um amargo café, mas já era tarde e custava dormir tranqüila, quando meus sonhos me perturbavam toda santa noite, gritando para mim mesma o quanto precisava libertar todo o mar acumulado nos meus olhos. O quanto precisava de alguém, nem que fosse só para ficar sentado do meu lado, nem que fosse para ficar observando-o dormir.
Precisava de calor. Algo que acalmasse meus nervos agitados e frios. Frios de tanto horror, e por tanto tempo ter estado sozinha nas noites de sábado e nas manhãs de um monótono domingo.
Tão frios quanto aquela chuva de outono.
Mas aquilo ainda não me era possível. Nem uma pequena porcentagem. Só podia imaginar um alguém, com várias faces, com vários aromas, de vários sabores. Podia apenas querer um par de olhos sobre mim enquanto tentava dormir debaixo de grossos cobertores enquanto a chuva podia ser uma canção de ninar bem suave, lenta. Apenas sonhar, apenas querer. Querer sentir sussurros aos meus ouvidos quando o dia chegasse, só para ter a certeza que eu não estava sozinha.
Não queria malícia, nem carícias, só queria o aconchegante calor da presença de alguém.
O calor que poderia obter naquele momento era dos pesados cobertores e só. Não havia nenhum par de braços, nem sussurros, nem calmaria naquela noite.
Só o frio constante e o barulho da chuva caindo singularmente lá fora.