julho 21, 2010

Please, don't stop the rain


Antes de ler a historinha, ouça essa música aqui que super me inspirou no texto.


Dia de chuva
Era mais ou menos por volta das três da tarde. Estávamos eu e mais umas cinco pessoas jogando baralho, um joguinho bobo chamado ‘mau-mau’ enquanto um garoto no canto da sala de estar tocava uma música no violão. Eu não fazia idéia de quem era, mas ele me chamava a atenção.
Estávamos sentados no chão de uma pequena sala de estar com paredes completamente brancas. Não tinha luzes acesas, somente a luz das janelas iluminava a sala. Percebi que o garoto do violão me fitava, mas fingi não notar.
Quando olhei, ele já estava ao meu lado, pedindo para jogar também. Ele olhou para mim sorrindo. Um sorriso encantador. Seus olhos prateados eram ora gentis, ora puro encanto. Procurei me concentrar nas cartas.
As cores do ambiente em que estávamos jogando começaram a mudar. Quando olhei pela janela, o céu estava mudando do tom azul que se encontrava para cinza e já começara a chover. Não podia começar a chover. Eu morava um pouco longe dali, e não tinha ônibus. Fora que eu também não tinha idade para dirigir e na casa onde eu estava também não tinha ninguém com mais de dezoito anos. Nem ao menos tinha um carro. Eu estava perdida.
Quando perdi a quinta rodada (novamente), parei de jogar. Levantei e me sentei no sofá que ficava logo atrás de mim. Fiquei olhando para o teto e percebi que alguém tinha sentado ao meu lado.
Ele estava sorrindo ainda.
“Olá!” ele estendeu sua mão em minha direção para me cumprimentar e disse seu nome, com um belo sorriso estampado em seu rosto.
Estendi minha mão e apertei a mão dele em cumprimento, dizendo meu nome educadamente.
Eu já estava distraída. Se existisse qualquer coisa suspeita o suficiente para que meus extintos me alertassem, provavelmente não estaria funcionando naquele momento.
Ele me dirigiu um ‘é um prazer te conhecer’ e respondi da mesma forma. Olhei pela janela novamente. A chuva havia piorado. Muito.
“A gente poderia pedir para que a chuva parasse, e que aquele céu azul voltasse de novo...” ele disse num tom de sugestão.
“É. Talvez” eu disse ainda olhando pela janela.
Eu não tinha para onde ir. Até tinha, mas não tinha a necessidade e nem como de qualquer forma. O fato de não poder sair dali por causa da chuva era bem mais agradável agora. Olhando para o céu, em silêncio, pedi para que a chuva não parasse.
Olhei para ele, que fitava o céu com um meio sorriso. Ele olhou pra mim sem mudar de expressão.
“Por favor, chuva, não pare.” Ele disse olhando para mim. Depois ele olhou mais abaixo, para nossas mãos.
Nossas mãos ainda não tinham se soltado.
Por favor, chuva. Dure para sempre.

Horrana Porfírio.


Super beijinhos,
Hoho'n

3 comentários:

  1. owwn! eu acho a coisa mais romantica do mundo quando o casal segura as mãos, é bem mais bonito que um beijo.
    eu achoo ;D

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  2. Fiquei feliz com o seu comentário, que bom que gosta dos meus posts *-*
    James Morrison tem umas músicas maravilhosas, nunca tinha escutado essa, e AIMEUDEUS estou suspirando com a sua história *-* sou extremamente melodramática, -q

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  3. Owwnnnn que texto mais fofo, e mais romântico! Parabéns...me apaixonei (risos) <3
    Ah, gatíssima obrigada pelo carinho e resposta lá na minha página. Estou super feliz!
    Conto com sua presença sempre por lá clicando em tudo e deixando seus valiosos comentários, viu?
    Super Power Kisses ;*
    Senhorita Beijo

    @srtabeijo
    http://senhoritabeijo.blogspot.com

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