maio 20, 2010

Perdão?



Esse é mais um dos textos que escrevo de vez em quando. O primeiro texto foi o dos Porquês e esse foi um texto que escrevi chorando horrores na sala de aula. Um desabafo de momento. Foi escrito á 3 dias atrás. Espero que, quem realmente importa veja esse texto.

Perdão?

  A vida toda eu disse que nunca guardava mágoas e rancor de alguém. Sempre perdoava e esquecia o que acontecera. E por hora, isso era verdade. E foi ontem. Ontem que comecei a repensar sobre meus conceitos sobre perdão: será que eu sei perdoar? Será que eu realmente não guardo rancor de mágoas de ninguém? Eu sei dar um abraço e dizer “tudo bem, não foi nada” na mais pura sinceridade?
  Eu descobri que não.
  E para chegar à conclusão que cheguei, comecei a criar histórias comigo mesma, onde eu protagonizava esses devaneios. Imaginei enésimas situações. As primeiras foram situações que me encontro mais ou menos no momento, só que me imaginei tomando atitudes diferentes no final. Pensei em tudo o que aconteceu, todo o decorrer da história e tentei tirar várias conclusões disso. Em seguida, eu me encontrava na situação contrária: no lugar dele. Tentei imaginar no que o levou a fazer o que fez e o que o levou a pedir perdão (tudo isso me pondo no lugar dele).
  Depois disso tudo, fui analisar o que eu fiz. Eu fui falsa comigo, o tempo todo.
  As conclusões que tirei no começo, dos primeiros devaneios foram: se eu perdoar, jamais seria como antes. Seríamos “conhecidos”. Quando comecei a me colocar no lugar dele, quando parei para tentar entender tudo, eu queria ser perdoada, se tivesse acontecido comigo. E olhando de fora de todo o processo, se fosse outra pessoa que tivesse feito o que EU fiz (no meu próprio lugar) eu teria dito para que voltasse a falar com ele. Eu no lugar dele, queria ser perdoada. Queria um abraço, um sorriso, ouvir um sincero “Te Perdôo”. Quando cheguei a essa conclusão, percebi que sempre quis isso. Foi um conforto para mim, em todo o decorrer dessa história, dizer para mim mesma que eu o tinha perdoado de tudo. Que não voltava a ser como era antes porque não podia esquecer da dor que senti. E por hora, isso até foi verdade. Mas não o perdoei. Eu menti para mim. Eu não o perdoei e nem me perdoei por não ter sido sincera, em relação a mim mesma.
Eu não esqueci a dor. Eu não esqueci os bons momentos. Eu não esqueci as noites em claro, chorando. Mas também não posso deixar de admitir que perdoar, eu não perdoei. Não posso deixar de dizer que fiquei um bom tempo magoada. Não posso deixar de dizer que senti a falta dele. Eu menti pra ele quando disse que não sentia mais falta. Eu menti quando disse que não chorava mais. Menti apenas, para mim.
  Eu não sei perdoar. Nem ao menos sei o que é perdão. E dizer que superei esses cinco anos foi pura hipocrisia da minha parte. Foi falso e mentiroso. Eu não perdoei.


Super beijinhos,
Hoho'n

2 comentários:

  1. UAU!!! Que texto profundoo, aliás todo texto que fala de sentimentos é profundo né!
    É engraçado, pois passei por uma decepção recent4e, porém tenho conficção que o perdão não faz parte dessa história. Desejo tudo de melhor pra pessoa, PORÉM, avisei, conversei, fui amiga e nada adiantou, um perdão não adiantaria... Até hoje me pergunto o que virá depoisd e tanats lágrimas, mas elas são tão necessárias nós fazem mulher e nós tornam mais fortes!
    Não se culpe por não perdoar, as vezes é melhor cortar o mal pela rais mesmo, mas sempre há tempo de se ser feliz!

    Beijcoas!

    ResponderExcluir
  2. Que texto lindo!!! Adorei, mesmo!!!
    Depois de muito tempo, venho responder o seu comentário no Plugadas. Hahaha. Desculpa, é que o tempo tem sido bem corrido.
    Vc disse que é alérgica a esmaltes, né? Então, continue plugada na gente, estamos tentando conseguir parcerias para sortear tbm os esmaltes antialérgicos!!!
    Beijão! =*

    ResponderExcluir