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setembro 23, 2011

Sobre as coisas que me inspiram: Anna Bee

4 tortas de limão
Seguindo sobre as coisas que me inspiram - e desculpem o sumiço - resolvi falar de ninguém mais ninguém menos que a diva da ANNA BEE.
Foram uns amigos meus que me indicaram o blog dela, já que sempre curti ilustração geral e tal. Fiquei espantada e admirada de ver que em pouquíssimo tempo fiquei fã, participando da história dela como se eu a conhecesse. Passei até a acompanhar os logs (que não tem desde a Luzia) e me via torcendo, comentando, e louca para saber como podia ser tããão bom aquele blog, as fotos e os vídeos.

Anna Bezerra é uma garota, atualmente nos seus 18 anos que decidiu compartilhar as peripécias da sua vida e da sua banda num blog, de um jeito super bem humorado. Sempre me via voltando e lendo tudo de novo, porque a Anna está sempre muito próxima das pessoas que lêem, e é tudo muito descontraído. E falando na banda, você sempre curte a galera do HotHotMails, suas músicas num pique Daft Punk, que faz você querer dançar junto.

HotHotMails!

Acho super válido você ir dar uma conferida, para conhecer a Anna, seus amigos, sua história e claro, a Luzia, que você ainda não sabe quem é. Não deu para fazer um desenho porque estou sem tempo, mas amanhã tem post, porque estou devendo umas coisinhas para vocês!
Acompanhem a Anna aqui no blog dela. Garanto que vale muito a pena.

Super beijinhos,
Hohon

setembro 14, 2011

Perfume

7 tortas de limão
Fiquei muito tempo sem escrever nem uma frase. Esse mês que fiquei fora me deixou meio mal acostumada, e os anos que venho tentando ignorar o amor me fizeram perder a prática de falar dele. 
Mas se nesse mês eu estou aprendendo novamente seu significado - quem diria - é dele que vou falar.
Desculpe se o texto não ficou como os que escrevo aqui geralmente.

Borrifo o perfume antes de sair de casa, numa manhã cinza, fria e agradável. Minha canção de ninar tocava lá fora me chamando pra cama. Chovia. Na janela, respirei fundo e o petricor me fazia querer adormecer. Mas o cheiro suave e doce da fragrância me desperta. Dormi, num desespero inconstante de que as cobertas ao meu redor fossem seus braços, e aquele cheiro que sentia em mim era o seu. E era o seu. Tal cheiro que é uma mistura do teu cheiro no meu, que nem sei mais se é meu cheiro, teu cheiro, ou o nosso. Ficou aqui. Virou parte de mim.
Mas teus braços não, estes não ficaram.
Fiquei inconstante e presa a algo que não sabia o que era. Procurei todas as palavras do mundo para escrever um texto, onde só queria escrever seu nome. Descrever teu abraço. Tua fragrância, pra mim tão tua, tão nossa. Tão eu e você.
Você conseguiu, no meio da tempestade e do sol, fazer de mim, do um milhão de eus te desejarem toda a santa noite. Sentir você todo o santo momento. Descobrir que um coração suicida em mim ainda existe. Pelo menos os pedaços que restaram estão juntos, batendo forte novamente. Nem deixou o gelo entrar.
E você é quem pergunta, que raios que fiz com você...
Quem diria...
Quem diria diz muito. Mentira, diz nada. Só faz sentido dizer apenas isso, no meio dessa história louca e confusa, que parece um sonho ao contrário, sonho que eu não quero acordar tão cedo, mas que está passando tão rápido. Tão rápido que quero controlar um pouco esse tempo.
Quanto melodrama. Desculpa, não sei falar de gostar.
Aliás, adiantou de porra nenhuma falar diabos do amor. Eu era uma flor que não exalava perfume, e agora exala o seu. Coração inexistente que agora bate. Pedra, que agora gosta, agora sente.
Quem diria...
Saí de casa, preparada para a chuva, que mais parecia um dia ensolarado. A temperatura diminuíra, mas pela primeira vez, meu humor não.
E aquele dia preguiçoso e alegre, de variados perfumes - o petricor, o perfume doce que borrifei antes de sair e o seu -  eram eu, eram você.
Um jardim feito da gente.
Perfume, todo nosso.